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domingo, 11 de maio de 2014

E ai foi...

Por JJ. Costa*

Acampava na região de Minas Gerais onde meu pai residia, um grupo de ciganos, que geralmente negociam e vendem objetos para o seu sustento. Das coisas que eles mais vendem e oferecem numa troca são os animais que usam em suas locomoções.

O compadre do meu pai desejava muito um cavalo mais novo, assim ele saiu para procurar um dos ciganos que percorria aquelas redondezas na intenção de propor uma barganha. Ao abordar o cigano, este lhe pediu uma boa volta para realizar a troca, pois o seu cavalo era bem mais novo.

Antes de realizar a troca, o cigano disse que ele podia dar uma galopada em seu cavalo, verificar os dentes que comprovam se o animal é mesmo novo. Então, o compadre resolveu dar uma cavalgada naquele animal, comprovando que realmente ele era bem robusto e respondia a todos os seus comandos.

Entretanto, depois o cigano disse bem assim:

 - Na barganha se tiver defeito eu falo. O defeito está na vista.
 - Examina antes, porque depois não tem arrependimento.

Depois de realizado o negócio e feito a barganha o cigano se foi, deixando o seu cavalo para o compadre do meu pai.

Ao chegar em casa feliz e satisfeito cavalgando aquele animal novo, ele tirou a sela do animal para dar-lhe água e soltá-lo no pasto. Foi quando se deu o seu espanto. O cavalo ficou parado próximo à cerca e não achava o rumo do pasto. Só assim então, ele pôde perceber que o animal era cego. E ai, foi tarde.

*JJ.Costa: Um dos criadores e principais idealizadores deste blog.

sábado, 3 de maio de 2014

Confusão

Por Pedro C. Costa

Essa é uma estória in-verídica (ou verídica não se sabe ainda...). Mas, ressaltamos, toda e qualquer semelhança com a realidade terá sido uma mera e rara coincidência. Vamos a ela rapidamente, senão como diz meu filho, o dia "arreia" (termina).

Trata-se de um diálogo entre a presidente da Petrobras com um dos seus colaboradores ou assessores, confesso estar confuso, não sei bem como chamá-lo. Isto se deu justamente durante a audiência em que a presidente havia comparecido no Senado para defender a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

Bem, para que o leitor não se confunda (e vamos rezar, senão o Brasil afunda), quero descrever primeiro outro diálogo que ocorreu entre a presidente com os seus interrogadores.

Interrogador:
 - Como foi mesmo? Esse negócio foi bom?
A presidente:
 - Eu acho que não foi!

Outro interrogador:
 - A senhora acha mesmo ?
A presidente:
 - Eu acho, mas tenho dúvidas.

Um outro interrogador, depois:
  - Se a senhora diz que acha, não tem certeza?
A presidente:
 - Eu disse que acho e estou achando que os senhores estão querendo me confundir.

Depois de tanta interrogação, a presidente virou para o seu assessor e pediu pra trazer um suco, pois estava cheia de água e cafezinho que lhe serviam. Ele se prontificou e foi logo providenciar o suco. Quando ele retornou, a presidente foi logo perguntando se ele havia conseguido. Vejamos o diálogo:

A presidente:
 - Você conseguiu?
O assessor:
 - Só consegui de abacaxi!
A presidente:
 - Dá uma pasadena nesse abacaxi pra mim.
O assessor:
 - O que a senhora disse mesmo?
A presidente:
 - Já estou me confundindo, eu queria dizer, dá uma passadinha nesse suco de abacaxi para mim.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

É a Outra!

Por Pedro C. Costa

Esse causo foi hilário e aconteceu comigo mesmo! Vou contar sem cerimônia. É que tenho andado numa maré de sorte danada (ou de azar), quem sabe...

O causo é que uma vizinha e cliente minha me falou de sua irmã e fez uma propaganda muito grande dela. O papo era que ela estava sozinha e precisava de alguém como eu. Até aí tudo bem, eu pensei! Mas, depois ela me disse bem assim:

 - Veja bem Pedro, eu tenho duas irmãs, uma chama Mariquinha e a outra Maricota (os nomes são fictícios para não me comprometer).
 - Mas presta bem atenção, porque eu vou te apresentar é a Maricota, pois a Mariquinha coitada, é meio doidinha.

Diante daquela oferta tão explícita, eu confesso que fiquei meio desconfiado. Vocês já notaram? Quando a mercadoria é muito oferecida é sinal que pode estar bichada. Então, eu fui logo tratando de tentar tirar o corpo fora. Assim, para não dizer, estou fora dessa! E também para não dizer, deixa isso pra lá! Eu fui logo dizendo:

 - Minha amiga, a coisa anda ruim pro meu lado e eu não tenho pegado nem resfriado. Você me apresenta a Maricota, mas pode ter certeza! Se ela topar a parada, a doidinha mesma é ela...