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segunda-feira, 27 de março de 2017

Poetizando...



Por Pedro C. Costa


No final do ano passado eu presenciei duas situações muito tocantes nas quais meditei e que me levaram a este post.

Conheci na orla da praia que frequento uma família muito bonita. Eram eles um casal que estavam de férias com um filho solteiro, uma filha casada com o seu esposo e um netinho. Ocorreu que estávamos sentados conversando sobre a importância da família quando o progenitor confessou diante todos o seguinte:

 - Eu não me lembro de que um de meus filhos tenham dito que me amavam.

Fiquei um pouco encabulado e, na tentativa de desviar o constrangimento daquela afirmação, mudei a conversa para um outro assunto relevante. Isto ocorreu dia 31 de Dezembro 2016, sendo que logo após, retornaram para a cidade onde residiam.

No dia seguinte, estava naquele mesmo local me preparando para entrar no mar, quando veio em minha direção um jovem senhor que foi logo dizendo:

 - Estou passando o feriado aqui com minha família, mas o meu coração está doendo muito por causa da morte prematura de meu pai, ele faleceu aos 50 anos. Estou sentindo muito a falta dele.

Naquele instante me senti comovido diante de um olhar cheio de lágrimas, que tive de conter as minhas, pois ainda sinto muita falta do meu querido pai que deixou esta vida bem mais idoso.

Recordando esses dois fatos me questionei se seria necessário a gente sempre dizer que amamos aqueles a quem nos são muito queridos, ou, se seria suficiente demonstrar o nosso amor por eles com pequenos gestos.

Devo dizer porém, que isso vai depender muito de cada um de nós, assim como também das situações. Gosto de me declarar como sempre faço com os meus filhos. Quando falo com eles, não economizo as palavras e vou dizendo:

 - Filho eu te amo!

Para minha alegria todos os dois rebatem a frase:

 - Eu também te amo, pai!

Ocorre que esse blog foi criado na intenção de homenagear a memória de meu pai, que não poupou sua vida de tanto trabalho para amparar os seus dez filhos.

Hoje não me recordo de ter ouvido de meu pai expressões explícitas de amor como estas. Mas a sua dedicação a nós foi a maior declaração de amor que alguém pode fazer aos seus filhos.
Assim, meditando em grandes coisas que se passam em nossa vida, aprendi que os pequenos gestos fazem a grande diferença. Mas, as declarações veladas deixam marcas... naqueles que passam por nós e ficam...
 Saudade que mata, dói e finca... saudade algoz... os anos se passam... só não passam as lembranças... são elas as únicas que ficam pra sempre em nós...

Imagem: https://br.pinterest.com/pin/244953667210824962/

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Tamanho não é documento...

                          Imagem: http://www.guarapari.es.gov.br/


Por Pedro C. Costa


A Minha única intenção nesse post é de prestar uma homenagem ao valoroso trabalho dos salva-vidas.

Como podemos observar pesquisando na internet, em especial no site Wikipédia, que esse serviço é de suma importância para preservar a vida das pessoas e banhistas que frequentam as praias, piscinas, rios, cachoeiras e lagoas tanto no Brasil como em outros países. Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Salva-vidas.

Como os bombeiros, o trabalho dos salva-vidas tem como objetivo resgatar as muitas vítimas de acidentes aéreos, marítimos de diversas embarcações também em alto mar.

Esses anjos protetores dos banhistas, como sabemos, são habilitados quando passam por um exaustivo preparo físico e psicológico, capacitando-os para enfrentar situações perigosas no objetivo de realizar bem o seu trabalho com maior eficiência.

Pois bem, esse causo se deu com um salva-vida na praia que eu frequento quase que diariamente no verão. Não posso revelar seu nome por uma questão de ética e por isso mesmo vou chamá-lo de A...migo.

Observando o trabalho deles, percebi todo o tipo de assédio que eles passam por causa dos corpos sarados que exibem quando estão em seus postos em vigia. São as garotas, mulheres e até as coroas que ficam admirando o porte físico e a beleza deles.

Dias atrás vi uma moça banhista que estava tirando uma selfie tendo como pano de fundo esse meu Amigo em seu posto. Uma das muitas casquinhas que vai muito além do simples olhar de admiração.

Porém, esse fato bem hilário que vou narrar, foi ele quem me contou, pois eu não estava presente. Vou registrá-lo pois achei muito oportuno fazê-lo.

Uma bela moça resolveu aproximar dele, que estava em seu posto trabalhando e se engraçou dizendo assim:

 - Olha bem o tamanho dele, ele é menor do que eu.

Depois ousadamente disse uma outra gracinha:

 - Veja bem que pernas grossas, são mais grossas que as minhas pernas.

Por uma questão de disciplina, não podendo se manifestar ele não pode dizer nada e segundo disse, ficou apenas rindo. Ocorre que depois no outro dia desabafando-se comigo, confessou:

 - Meu amigo Pedrinho, se pudesse dizer alguma coisa para ela, eu diria:

 - Eu sou mesmo de estatura média, mas tenho uma coisa em mim que ainda cresce...



Imagem: http://www.guarapari.es.gov.br/v3/index.php/noticias-semsa/1001-divulgacao-do-resultado-do-taf-edital-semsa-0012012-guarda-vidas-.html

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Ladrão sem vergonha...

                   Imagem: https://marywithglasses.wordpress.com/2012/10/05/vendo-bmw-modelo-x6-2/


Por Pedro C. Costa


Creio que herdei o bom humor de meu saudoso pai, que tenho sempre mencionado nesse blog. Tive a felicidade de narrar alguns causos engraçados que ele gostava de contar. As memórias dele ainda estão pulsantes, sobrevivendo em meu coração e elas somente se apagarão quando a minha vida se for. Ninguém conseguirá tirar isso de mim, ainda que pensem fazer.

Como amanheço todos os dias bem-humorado, vou contar esse causo que aconteceu comigo, dias atrás.

Estava indo para a feira onde faço semanalmente umas compras no meu velho carro, um corsa ano 94 que vejamos bem, está precisando de uma boa reforma.

Porém, antes de chegar ao destino, parei num posto para abastecer, quando veio para me atender, um jovem frentista de 27 anos aproximadamente. No momento em que descia do carro para entregar a chave do tanque ele me fez uma indagação!

O que se deu à partir desse instante acho melhor descrever em forma de diálogo, para não perder o desfecho da hilariante história.

O jovem frentista:
 - O Senhor quer colocar quanto em combustível? (Valor em dinheiro)

Eu:
 - Uns R$30,00 reais por favor.

O jovem frentista:
 - Álcool ou gasolina?

Eu, tentando não rir, disse sério:
 - Não sei dizer, pois acabei de roubar esse carro agorinha mesmo!

O jovem frentista:
 - Vai decidir logo ou vou ter que esperar a sua decisão?

Eu:
 - Põe gasolina mesmo, afirmei!

Então, após efetuar o seu trabalho e receber a importância, o jovem frentista virou para mim e disse:
 - Por que o senhor não escolheu um carro melhor para roubar?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Quem parte leva...

                           *Imagem: http://mosaico.arq.br/


Por Pedro C. Costa

Essa foi a forma que eu aprendi que não se deve esperar muito para descobrir o que é realmente importante em nossa vida, pois as mudanças sempre têm um significado especial para nós, depende de cada um...

Foi por um motivo trágico que tive de mudar da quitinete do meu irmão, onde eu residia, até que eu pudesse terminar a minha construção. É que ocorreu nessa quitinete um erro no projeto hidráulico e a encanação entupiu de tal forma, que somente quebrando a cerâmica e parte do piso para dar uma solução.

Entretanto, essa mudança me fez descobrir duas coisas maravilhosas que creio eu, merecem ser registradas. A primeira delas é a amizade de um animal de estimação. A segunda é a amizade que por vezes conquistamos com as pessoas que nos rodeiam.

Vou ser mais claro para não ser cansativo. Em primeiro lugar, o animal de estimação em questão é a cachorrinha (chamada Mel) que o meu irmão tem em sua casa que fica na parte de baixo da quitinete.

Em segundo lugar, estou me referindo a amizade de uma jovem vizinha que mora no segundo andar no prédio ao lado (deve ter a idade do meu filho mais novo). Trata-se de uma pessoa simpática que tinha um sorriso largo de cumprimento, sempre que eu estava de saída ou chegada.

Quero relatar em forma de diálogo o que acabei descobrindo com a minha mudança. Segue a narração.

A jovem vizinha:
 - Poxa! Você está de mudança e não sabe o que ocorreu. Veja bem! Ontem após você retirar parte das suas coisas, a cachorrinha subiu pra parte superior e ficou arranhando sua porta à sua procura. Eu fiquei com dó, as marcas de suas patinhas devem estar lá!

Seguidamente ela deu aquele sorriso gratuito de simpatia pra mim, como era sempre o seu costume fazer, então, sem pensar muito eu disse para ela:

- Pois sim! Fiquei muito feliz por saber isso. Mas, queria dizer pra você outra coisa:
- Eu vou sentir muito a falta dela, mas vou dizer que se você achar algumas marcas de mãos em sua janela, saiba que sou eu procurando pelo seu sorriso!


Santo Agostinho disse: "A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las".


*Imagem: http://mosaico.arq.br/quadro-em-mosaico/quadro-em-mosaico-casa-di-pietra-50x80.html

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

BEM-SUADO...

                                   
                              Imagem: http://greatfon.com/fr/pictures/288513/version/1600x1180


Por Pedro C. Costa

Esse causo ocorreu comigo nesse sábado, dia 10/12/16, e encerrando-se no domingo 11/12/16. É com muita satisfação que vou narrar esses fatos. Tive o privilégio de ser convidado para um reencontro com alguns amigos de velha data. Me desloquei para o local combinado de ônibus mesmo, pois o meu carro precisa de uma revisão no sistema de freio, que não pôde ser feito a tempo para o meu deslocamento.

Soube antecipadamente que o término do encontro e da comemoração seria lá pela madrugada, mas não me preocupei muito como ia voltar para casa, sendo que não haveria nenhuma linha de ônibus para retornar.

No meio da festa, um casal de amigos que são muito especiais para mim, indagaram-me como seria o meu retorno para minha residência. Respondi-lhes que a minha alternativa seria pegar um táxi ou então aguardar que amanhecesse para voltar de ônibus. Foi assim que ocorreu o tão "a-bem-çoado" convite para pernoitar na residência deles, dando-me a oportunidade para repousar depois da festa.

No dia seguinte, depois de tomar com eles um delicioso café e colocar o papo em dia, ainda me deram um belo presente de Natal antecipado. Cheguei em casa todo feliz me lembrando daquele versículo de Provérbios 18:24: "Cuidado! As muitas amizades podem levar à ruína, mas existe amigo mais chegado que um irmão".

Presto nesse post uma homenagem a esse casal de amigos que me acolheram e me abençoaram com a intenção de que eles tenham um Feliz Natal. ABENÇOADO!!! Com letra maiúscula mesmo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Monumento

                                     Foto do acervo: Hugo Caramuru                  
                             
Por Pedro C. Costa

Esse blog foi criado juntamente com meu irmão como um memorial, na intenção de homenagear o homem honrado e trabalhador que foi o meu pai. Um homem que merece ser respeitado pela sua honestidade e integridade. Celebramos hoje esse monumento...

Já mencionei em outro post o bom humor que herdei dele e dentre os causos que ele nos contava, esse é um dos que mais lhe causava risos. Não sabemos dizer da sua veracidade, mas ele se divertia muito com os fatos que se deram. Vamos à narrativa:

Havia um trecho da antiga estrada de ferro que partia de Caratinga/MG com destino a Ponte Nova/MG que seguia depois até Três Rios/RJ. Entre este percurso havia várias estações nas quais embarcavam e desembarcavam passageiros, veja a fonte abaixo. Pois bem, foi neste percurso que se deu o ocorrido.

Segundo meu pai, um pobre homem embarcou em Caratinga com destino a Ponte Nova. Ele não tinha recursos para pagar a passagem e por isso mesmo se escondeu por debaixo das poltronas no final do vagão.

Ocorre que, com o trem em andamento, vinha um bilheteiro (havia vários) cobrando a passagem ou solicitando apresentação do comprovante como de costume na época. O bilheteiro ao se deparar com o homem naquela situação exigiu a passagem, obtendo em resposta a negativa de que ele não tinha condição de pagar pela mesma.

Foi então que, sem nenhuma pena, o bilheteiro indignado não quis saber de nenhuma história e deitou o braço no lombo do pobre homem dando-lhe um pescoção (safanão - veja dicionário) exigindo que ele descesse na próxima parada.

Na parada seguinte, aquele homem necessitado de seguir viagem esperou só um descuido do bilheteiro e voltou para o trem escondendo-se novamente.

No percurso seguinte veio outro bilheteiro e a história da cobrança se repetiu e no final o resultado foi o mesmo, por não ter o recurso do pagamento aquele homem tomou outro pescoção.

Assim, de parada em parada aquele homem foi prosseguindo e passando pelo mesmo sofrimento estação após estação até que por fim ocorreu o fato engraçado dessa história que merece ser contado em forma de diálogo.

Um bilheteiro desavisado: - O que o senhor faz escondido aí?

O pobre homem: - Estou escondido, pois não tenho recursos para pagar o bilhete.

O bilheteiro - O senhor pretende ir até aonde desta forma?

O pobre homem: - Se o pescoço aguentar, vou até Ponte Nova...


Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_tresrios_caratinga/pontenova.htm

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vivendo e aprendendo...

                              Charge: EDRA

Por Pedro C. Costa

Esse causo foi hilário e aconteceu comigo ontem. Acho que essa veia de humor que carrego é de fato genética. Estava passando na porta da loja de um conhecido e me deparei com um ambulante oferecendo aquelas panelas de alumínio fundido, quando de repente se aproximou um vendedor de salgados (conhecido meu). Foi assim que decidi fazer uma brincadeira para descontrair e então indaguei ao vendedor de salgados:

Eu: - Você sabe por que a mulher morreu de pá-nela?

O vendedor de salgados: - Não! Por que foi?

Eu: - Foi porque veio um carro e pá-nela!

Foi então que o vendedor de panelas me indagou:

Ele: - E você sabe por que o motorista morreu de pá-nele?

Eu respondi: - Não! Por que foi?

Ele disse: - Porque o motorista foi ver se a mulher morreu e veio outro carro e pá-nele!

Chargista: http://chargesdoedra.blogspot.com.br/2010_09_01_archive.html