Por Pedro C. Costa
Esse blog foi criado juntamente com meu irmão como um memorial, na intenção de homenagear o homem honrado e trabalhador que foi o meu pai. Um homem que merece ser respeitado pela sua honestidade e integridade. Celebramos hoje esse monumento...
Já mencionei em outro post o bom humor que herdei dele e dentre os causos que ele nos contava, esse é um dos que mais lhe causava risos. Não sabemos dizer da sua veracidade, mas ele se divertia muito com os fatos que se deram. Vamos à narrativa:
Havia um trecho da antiga estrada de ferro que partia de Caratinga/MG com destino a Ponte Nova/MG que seguia depois até Três Rios/RJ. Entre este percurso havia várias estações nas quais embarcavam e desembarcavam passageiros, veja a fonte abaixo. Pois bem, foi neste percurso que se deu o ocorrido.
Segundo meu pai, um pobre homem embarcou em Caratinga com destino a Ponte Nova. Ele não tinha recursos para pagar a passagem e por isso mesmo se escondeu por debaixo das poltronas no final do vagão.
Ocorre que, com o trem em andamento, vinha um bilheteiro (havia vários) cobrando a passagem ou solicitando apresentação do comprovante como de costume na época. O bilheteiro ao se deparar com o homem naquela situação exigiu a passagem, obtendo em resposta a negativa de que ele não tinha condição de pagar pela mesma.
Foi então que, sem nenhuma pena, o bilheteiro indignado não quis saber de nenhuma história e deitou o braço no lombo do pobre homem dando-lhe um pescoção (safanão - veja dicionário) exigindo que ele descesse na próxima parada.
Na parada seguinte, aquele homem necessitado de seguir viagem esperou só um descuido do bilheteiro e voltou para o trem escondendo-se novamente.
No percurso seguinte veio outro bilheteiro e a história da cobrança se repetiu e no final o resultado foi o mesmo, por não ter o recurso do pagamento aquele homem tomou outro pescoção.
Assim, de parada em parada aquele homem foi prosseguindo e passando pelo mesmo sofrimento estação após estação até que por fim ocorreu o fato engraçado dessa história que merece ser contado em forma de diálogo.
Um bilheteiro desavisado: - O que o senhor faz escondido aí?
O pobre homem: - Estou escondido, pois não tenho recursos para pagar o bilhete.
O bilheteiro - O senhor pretende ir até aonde desta forma?
O pobre homem: - Se o pescoço aguentar, vou até Ponte Nova...
Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_tresrios_caratinga/pontenova.htm
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