Por Pedro C. Costa
Esse caso hilário se deu com meu saudoso pai lá no interior das Minas Gerais. Ele, além de ser comerciante, uma vez ou outra desafiava os pedreiros que trabalhavam para ele a encarar uma queda de braço sempre por volta do meio dia nos finais de semana, logo que se encerrava o expediente semanal.
O Seu Pedrinho como era conhecido pela estatura, era danado, encarava homens com muque e com estatura maior e na maioria das vezes os vencia. Ele tinha experiência e muita força mesmo! Não é só papo de filho coruja, o seu feito era comentado.
Porém, outro comerciante (seria constrangedor citar o nome) resolveu desafiá-lo. O resultado da queda de braço foi a favor do meu pai que logo após, de brincadeira, lançou um novo desafio ao perdedor, que se ele vencesse ganharia uma importância não muito vultosa.
Na loja do meu pai havia um balcão de madeira maciça onde eles faziam essas disputas de queda de braço, então meu pai disse a ele que o desafio era assim:
- Você entra debaixo desse balcão e eu vou dar três socos com toda a minha força sobre ele. Se você aquentar ficar aí neste tempo todo sem reclamar, será vencedor!
- Você entra debaixo desse balcão e eu vou dar três socos com toda a minha força sobre ele. Se você aquentar ficar aí neste tempo todo sem reclamar, será vencedor!
O comerciante foi logo dizendo:
- Eu topo! Mas, somente se você disser que não vai usar nenhum martelo ou outra ferramenta.
Meu pai retrucou, dizendo:
- Certo! Vou usar somente o meu punho (soco).
Como havia algumas pessoas assistindo o fato, o meu pai disse que eles deveriam ajudar a contar e conferir que seriam somente os três socos. Concluído o combinado, então o outro comerciante entrou debaixo do balcão e foi assim:
- Já vai o primeiro! E deu um soco forte.
- Já vai o segundo! E deu outro soco mais forte ainda.
- A seguir, meu pai abaixou e disse que o terceiro soco ele teria que aguardar ali, pois daria somente no dia seguinte...
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